sexta-feira, 10 de outubro de 2014

SALPICOS DE MAR



Naquele madrugar
depois
do meu olhar se perder
no horizonte acompanhando o mar
sentei-me na praia
como gaivota que espera voar

e ao invés de cantar como a gaivota
chorei
chorar não polui o mar
pois toda aquela água
são lágrimas de gente que ama sem ser amado
se eu tivesse aprendido a nadar
o mar seria perfeito
mas quando o meu olhar se perde
no horizonte acompanhando o mar
e tu mar me vens beijar
sinto mar que és a minha praia.

Ester Cid


Fotografia: Google

                                                                       

                                                                                 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Outubro


Duas folhas amarelecidas

de cores outonais

num bailado com o vento

dançam juntas

vendo que estou só
sentada num banco de jardim

convidam-me a juntar
à sua dança

fazem-me sorrir
rodopiar
e nesse bailado outonal
fomos esperança
ternura
fomos abraço
paixão
fomos Primavera
noite de ilusão
estrelas, sol,luar
Madrugar
canção de roda

(e)
risos de criança.

Ester Cid

Imagem :Google                                                              

domingo, 21 de setembro de 2014

Vidas... Na minha vida


Existem pessoas que passaram pela minha vida,que ao partirem me deixaram vazia,outras ainda que não partem nunca, mesmo indo embora da minha vida.
São estas pessoas que me fazem sentir a diferença, entre estar só e sentir-me sozinha.

Ester Cid

                                                           

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Há palavras



Há palavras que pesam como pedras
Guardadas dentro de nós
roubam-nos as forças para caminhar
secam-nos os lábios, deixam-nos sem brilho no olhar
apertam-nos a garganta
fazem doer o coração
e transpirar as mãos
São como pássaros que nunca voam
e só por nós são escutadas.


Ester Cid

Fotografia Google 

                                                                               

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

SUAVE




Porque

por vezes
as minhas palavras

não são tão suaves
aos teus ouvidos
quanto o silencio

"deito-me"
sobre
o papel

e
escrevo
escrevo

sobrando-me
tanta coisa
e
faltando-me
a
ternura
do
teu (a)braço.


Ester Cid



Imagem: Google

                                                       

sábado, 30 de agosto de 2014

Ouves a chuva



Ouves a chuva e não dizes nada
ouves a chuva e já madrugada
escreves razões esperanças também
inventas abraços não sentes ninguém

escrever sem parar
num querer e não querer
nesse coração tanto por dizer
sentes a chuva e não dizes nada
cama ainda feita e é já madrugada

inventas beijos nas palavras certas
ouves gargalhadas nas ruas desertas
há tudo em ti em troca de nada
choras com a chuva e é já madrugada

ouves a chuva e não dizes nada
gritos calados em porta fechada
noite sem dormir inventando o amor
acordas o dia com sorriso em flor


Ester Cid

(ao abrigo do código do autor)
Fotografia:Google
                                                                     


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

voos



Conheço o cantar dos pássaros

sei quando o canto é da cotovia

do melro ou do rouxinol

que há pássaros só cantam quando anoitece

outros ao nascer do sol

(e)

rompe o nascer do dia

mas neste caminho em que semeei palavras

(e)

só colhi silêncios

existe um pássaro dentro de mim

que silenciou seu cantar

este pássaro solidão tem asas e quer voar.


Ester Cid 

Fotografia:Google
                                                                                     


                                                                         




quarta-feira, 13 de agosto de 2014

METADES



Não quero
metade
de
nada

Não quero
meios abraços

não quero
meios afagos

não quero
meios sorrisos

não quero
meias verdades

metade
é
meias tintas

não quero
meias tintas

estou-me
nas tintas
para as metades

porque afagos
verdades
carinhos
abraços
beijos

só existem
se forem
completos
inteiros

e nos afectos
eu dou-me
inteira

Ester Cid

(ao abrigo do código do direito de autor)


VITÓRIA DA SAMOTRÁCIA – século II a.C.














sábado, 9 de agosto de 2014

A MENINA

A
menina
tinha todos os sonhos do mundo
aqueles sonhos
inofensivos
como só as meninas/os

sabem sonhar

o avô ensinou-a
a ser solidária

com um sentido
tão profundo
que a menina
aprendeu

como é importante
sonhar
como é importante
dar
como é importante
ser livre
como é importante
lutar
pelo o que acreditamos

o tempo passou e a menina cresceu
como só as meninas/os
sabem crescer


de repente
o mundo apertou-lhe
os contornos
do sonho
e
pela primeira vez
sentiu
a angustia de um não

ficou assustada
até submissa
e viveu anos a fio
o que nunca sonhou

numa madrugada
num gesto suicida
disse para ela
não quero
esta vida

e para seu espanto
a garganta gritou
com alegria
sem pranto

desafio
quem
me
queira
matar
ou
tirar
os sonhos

são meus

herança
do
meu avô

não me matam os sonhos
porque eu não deixo.

Ester Cid.
(ao abrigo do código do direito de autor)
Pintura: Frida Kahlo "O Marximo Dará saúde aos Doentes" 



                                                                               

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Mulher I



Não te deixaram dormir e tu sonhaste acordada
roubaram-te o sorriso e tu inventaste outro
gritaram-te ofensas e tu ensurdeceste
ordenaram que te calasses e tu escreveste
roubaram-te a Liberdade e tu lutaste
bateram-te e tu não deste a outra face
prenderam-te e tu saíste da "prisão"

uma criança sorriu-te e tu choraste.

Ester Cid

Fotografia :Google 

                                                                       

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mãe...Minha

Como ninguém
a minha mãe dividia afectos
multiplicava colo(s)
diminuía lágrimas
somava sorrisos
subtraia tristezas

(e)

ensinou-nos como ninguém
a amar
a sua matemática

Ester Cid

(ao abrigo do código do autor) 

Fotografia: Eu, a amamentar a minha filha Patricia.

                                                                           

sábado, 26 de julho de 2014

VEM


Vem
sem pressas
toma-me
por inteira

passeia
lentamente
sobre mim
como doce
vento

na
minha
doçura
deixa
os teus
tormentos

toma-me
por inteira
completa-me
(e)
em
mim
adormece
suavemente

Ester Cid

(ao abrigo do código do autor)

Fotografia :José Frade
                                                                   






quarta-feira, 23 de julho de 2014

PONTES




Pontes de madeira
de ferro de pedra
provisórias romanas
de corda
para durarem dias
ou eternamente
feitas por maquinas
ou pelas mãos da gente

pontes de amor
que no fazem caminhar
até ao céu , tocar as estrelas
que nos fazem sentir na lua
que atenuam a dor
da saudade
que te fazem chegar a mim
para me fazeres sentir tua

pontes de amor e de amizade
pontes assentes em pilares
de camaradagem
pontes que aquentam tempestades
pontes que por vezes interrompemos
a caminhada
ficando a saudade
no coração guardada

pontes com pilares de sorrisos compreensão
de desacordo cumplicidades
partilhas e tarefas repartidas
histórias de luta e de vidas

pontes que são o nosso porto de abrigo
pontes que nos levam ao abraço do amigo

pontes...pontes... sempre pontes.
adoro pontes

daquelas pontes fortes
por serem construídas colectivamente
conseguem destruir muros
pontes feitas pela nossa gente

pontes de caminho indestrutível
pontes de luta sonho verdade e doçura
pontes dos afectos
amor  e ternura

Ester Cid  
Fotografia: Ponte Romana (Monforte Alto Alentejo)                                                                                 

                                                                                                         

Pedido

Garanto-te que não vou viver de braços cruzados, mas não me deixes morrer de braços abertos.

Ester Cid

                                                                 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Nu jasmim

Despes-me
e
nesse nu jasmim
as
borboletas
que pairam no teu olhar
percorrem-me o corpo
numa busca certa do que é incerto

sonho consentido
entrega de dois corpos
um raio de lua perdido

oásis em seco deserto
mares agitados de prazer

chuva fria aquecida
com o teu corpo no meu

onde dentro me lavras
planícies semeadas
em campos férteis da tua seiva
em melodia de ventos
que me percorrem
suspiros
de orgasmos

neste acordar prometido
maior do que a madrugada.

Ester Cid.
                                            Pintura:Renata Brzozowska           

segunda-feira, 21 de julho de 2014

ADORO



esse teu sorriso
que me embaraça
esses lábios que me sorriem

essa boca que me espera
transformar a noite uma quimera
quando sonho beijar a tua boca primavera

adoro

essa tua boca poema
dos meus sonhos

que digo a cantar
de olhos fechados

poemas de desejo
do teu (a)mar

(e)

que quero sentir
quando acordado

saudade que desespera
quando anseio ter-te ao meu lado

adoro
esse teu olhar esquivo
quando me apanham furtivamente
a mirar-te

adoro
esse teu olhar
da cor dos teus poemas
onde existem mil silêncios guardados
rios de tristeza e alegria

adoro
as nossas mãos que se entrelaçam
com laços madressilva e jasmim
transformas o meu corpo sol de inverno
com a poesia vais deixando em mim.

Ester Cid 

(ao abrigo do código do autor)
fotografia:google 

                                                                               

                                         

quarta-feira, 16 de julho de 2014

GOSTO


Gosto quando te aninhas mansamente
nas montanhas sinuosas
dos meus seios
(e )
no meu ventre
ninho
voas como um pássaro
(e)
corres como um rio.

Ester Cid.
(ao abrigo do código do autor)

                                                                       







                                                                  

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Guarda os poemas que te dei



Guarda os poemas que te dei

como se fossem cravos vermelhos

revolucionando apaixonadamente o teu sentir

como se fossem papoilas rubras

dançando ternamente no teu coração

como se fossem gotas de chuva

acalmando o que te inquieta

Guarda os poemas que te dei

como se fossem pedaços de lua e estrelas

sol da manhã,madrugadas

guarda na tua mão a minha dorida mão

e trás de volta o teu olhar

que me fez escrever

os poemas que te dei.

Ester Cid

(ao abrigo do código do autor)
Fotografia: Google
                                                           
                                                                

quarta-feira, 2 de julho de 2014

CATARINA





Alentejo... meu amor

nasceu em ti a ceifeira

que no ventre tinha vida colhida na sementeira


tingiu os campos de sangue
a ceifeira e camarada

nasceram rubras papoilas
num campo sem pão sem nada

gritando por liberdade urgente revolução
searas de dor suor esperança amor e coração

Alentejo semeado

com sementes de paixão
fazendo searas mil com a força da razão

Meu Alentejo sonhado.


Ester Cid


(ao abrigo do código do autor)
Gravura de José Dias Coelho - morte de Catarina Eufémia 

                                                                                

terça-feira, 24 de junho de 2014

Chuva na madrugada


Ouves a chuva e não dizes nada
ouves a chuva e já madrugada
escreves razões esperanças também
inventas abraços não sentes ninguém

escrever sem parar
num querer e não querer
nesse coração tanto por dizer
sentes a chuva e não dizes nada
cama ainda feita e é já madrugada

inventas beijos nas palavras certas
ouves gargalhadas nas ruas desertas
há tudo em ti em troca de nada
choras com a chuva e é já madrugada

ouves a chuva e não dizes nada
gritos calados em porta fechada
noite sem dormir inventando o amor
acordas o dia com sorriso em flor

Ester Cid

(ao abrigo do código do autor)
Fotografia:Google

                                                                             






quinta-feira, 19 de junho de 2014

VOOS



Somos como os pássaros
fazemos voos
com e sem regresso

temos ninhos de afecto que nos aninham

ninhos desfeitos
onde morreu o amor
que nos fazem sentir vontade de mudança
pássaros feridos com penas sem cor

asas no olhar e voos de esperança
quando nos aninham a nossa dor

voamos em bando como pássaros daninhos
ou como pássaros raros sozinhos

choramos à noite coruja
quando atacados por abutres noturnos

como a cotovia e o rouxinol
cantamos voamos ao nascer do sol

todos conhecemos gaiolas e grades
voos reprimidos e sem liberdade

uns morremos por ter medo
(e)
outros com medo de perder o medo

Ester Cid



(ao abrigo do código do autor)
Fotografia:São Nunes
                                                                       

segunda-feira, 5 de maio de 2014

"Dia mundial do beijo



Aprendi que pouco tempo é muito

quando estamos longe

dos (a)braços que nos abraçam

do olhar que nos beija

Então...

Aprendi a brincar ao faz de conta

(e)

os meus lábios encontram os teus

na água do rio

Ester Cid 
                     
(ao abrigo do código do autor)                                                               

sábado, 3 de maio de 2014

se não me souberes amar

Se não me souberes amar
como a inquietude do vento que desarruma as folhas secas

como um vulcão em erupção
derramando a sua lava em terras que ficarão férteis

como uma enorme tempestade
que troveja e inunda as cidades e os campos

como a banda musical
que marcha pelas ruas acordando toda a Aldeia

se não me souberes amar
gritando todos os hinos de liberdade e alegria

guarda-me dentro de ti, e abraça-me todos as noites em silêncio.

Ester Cid.
(ao abrigo do código do autor)
11/03/2014
Imagem:Google

                                                                                     


—

terça-feira, 29 de abril de 2014

NÃO FINJAS.

Não finjas amar uma mulher que gosta de ler e ama escrever
não finjas amá-la se não consegues estar a seu lado
abraça-la nas madrugadas de silêncio e palavras

não finjas amar uma mulher que gosta de ler e ama escrever

vais sempre encontrá-la
numa loja de livros em segunda mão
não consegue entrar lá
sem acariciar os livros
e cheirar as suas páginas amarelecidas

vais sempre encontrá-la à beira do rio
no aroma das flores do campo
no riso das crianças
no sabor de um morango
num museu
na pintura do tal quadro
nas tuas viagens
na tua musica preferida
no "hino Avante"
descendo a avenida da/em liberdade
no vento que passa
nas estrelas que brilham
nas ruas da cidade
no chilrear dos passarinhos
no voo das andorinhas
na lua feiticeira
na chuva miudinha
na tempestade
no arco-íris
no anoitecer
nas madrugadas
nos teus lábios
na tua boca
nas tuas mãos
no teu olhar
quando te olhas
no teu corpo
no teu sentir

Não finjas amar uma mulher que gosta de ler e ama escrever
porque corres o risco de ela se tornar o teu livro favorito.

Ester Cid.
Fotografia: Mário Vasa
                                                                         

                                                                

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CHEGASTE ABRIL




Chegaste nos braços de corações generosos

no olhar de liberdade de quem preso estava


Chegaste em lábios e bandeiras rubras

chegaste numa mão aberta de ternura

num punho cerrado firme

(e)

escondido no teu bolso em tempos de ditadura

chegaste nas vozes de poetas e cantores

nas flores no mar no riso das crianças

no jovem e no idoso que não deixou morrer a esperança

chegaste nos livros fechados que abriste

em hinos que sufocavam gargantas e prendiam vozes

chegaste por acres de trigais

no canto das rolas, cotovias e daninhos pardais

chegaste no aroma do rosmaninho da giesta da alfazema e do jasmim

chegaste com os camaradas

soldados, mineiros, abegões, ceifeiras e carpinteiros

chegaste às cidades aldeias e vilas morena em cravos vermelhos mil

chegaste depois do adeus

em olhares regresso

chegaste Abril, meu amor

Abril

Abril

Abril

Existe agora

mais de vinte cinco mil razões para contigo fazer amor

(e)

nunca mais te deixar partir.


Ester Cid.

Abril 2014
Fotografia: Google

                                                              

RIO HUMANO

De repente a alegria

ruas praças
transformam-se num rio humano
todos correndo na mesma direcção
como uma doce magia
como se todos tivéssemos um só coração

Tantas mãos, de onde surgem tantas mãos?
mãos que a pouco e pouco
se vão transformando em punhos erguidos
aqui agora tudo faz sentido

a alegria surge de novo
bandeiras e cravos vermelhos
palavras guardadas
no coração do povo
fazem o silêncio estremecer

amigo camarada liberdade Paz Abril Povo

Ester Cid

Fotografia:José Frade
                                                                        


domingo, 20 de abril de 2014

Cravos vermelhos de Abril



São laços que libertam
amarras que se desprendem
grades que se abrem
barcos que chegam
vozes caladas que gritam
punhos cerrados que se erguem
lábios unidos num beijo

São mãos dadas de vontade
Primaveras que florescem
ruas desertas que se enchem
terra fecunda que dá flor
searas que dançam ao vento
risos de crianças mil
corpos que fazem amor
abraços ternos de Abril

São poemas de Ary
Com desenhos de Cunhal
que nasceram na prisão
sempre à espera doutro alguém
canções do Zeca
trás outro amigo também
livros que estavam escondidos
lidos agora na rua
bandeiras rubras guardadas
dançando na nova lua

São o hino de Caxias
olhar doce de ternura
camaradas que partiram
em tempo de ditadura
esperanças e alegrias
sol brilhante da manhã
soldados marinheiros
mineiros camponeses
estivadores e pedreiros

Cravos vermelhos de Abril
erguidos em cada mão
guardiões da liberdade
defensores da Revolução

Poema : Ester Cid

Madrugada de Abril 2014
(ao abrigo do código do autor)
Fotografia: Cravo de Abril da autoria de Adelino Chapa e Paulo Curto Baptista
                                                                         


ABRIL

Ser causa do teu sorriso
companheiro camarada
esperar a tua semente
na minha terra lavrada
ser grito em campo vermelho
aurora amanhecer
amor pela liberdade
poema para tu dizeres
esperança revolução
portas abertas de Abril
Maio vermelho cravo primavera
chuva miudinha de verão
(a)braços à tua espera

Ester Cid

Fotografia: Google
                                                                    

sexta-feira, 18 de abril de 2014

URGENTE

É urgente
não deixar partir o que está prestes a dizer adeus

é urgente
semear cravos em terra morena de fraternidade

é urgente
ouvir o mar e os poetas não silenciar

é urgente
o sol brilhar em cada olhar de chuva

é urgente
dar colo a todas as crianças

é urgente
cantar mil vezes Abril revolução

é urgente
tomar a liberdade como primeira condição

Ester Cid.
(ao abrigo do código do autor)
Fotografia: José Maria Frade


                                                                   




Fotografia: José Maria Frade.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Camarada Irmão Amigo

Não deixes de lutar pela liberdade
semeia vermelhos cravos mil
continua a luta camarada
não deixes que te colham as vontades
e nos Invernos agrestes da jornada
inventa primaveras por Abril

Ester Cid
Fotografia da autoria de José Gema